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Energia Solar Explicada
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guias 15 min de leitura

Energia solar para fazenda: quanto custa, como dimensionar pra irrigação e quais linhas de crédito rural bancam o sistema

Guia completo de energia solar rural: dimensionamento para irrigação e câmara fria, Pronaf Eco, FNE Sol, FCO Sol, autoconsumo remoto e payback com tarifa B2.

ES

Equipe Editorial

Energia Solar Explicada · Sobre nossa equipe

Fileiras de painéis solares instalados no solo em fazenda brasileira com plantação verde ao fundo e céu limpo
Agronegócio já responde por 13,1% de toda a energia solar distribuída instalada no Brasil

Um produtor de tomate no interior de Goiás gasta R$ 3.500 por mês de energia elétrica. Irrigação por pivô central, câmara fria pra armazenamento e ordenha mecanizada. A conta chega a R$ 42 mil por ano. Um sistema solar de 50 kWp instalado no solo, ao lado do galpão, custa entre R$ 250 mil e R$ 270 mil (Greener, 2025) e cobre praticamente toda essa demanda. Financiado pelo Pronaf Eco a 3% ao ano com 3 anos de carência, a parcela fica abaixo da conta de luz que ele já paga. Em 5 a 6 anos o sistema se paga. Nos outros 19, é economia pura.

A energia solar no campo brasileiro está longe de ser novidade. O agronegócio já responde por 13,1% de toda a geração distribuída fotovoltaica instalada no país, com 14,6% da capacidade em kWp (ABSOLAR, dez/2023). A diferença entre a fazenda que aproveita e a que não aproveita está quase sempre no mesmo lugar: falta de informação sobre como dimensionar pra demanda rural e quais linhas de crédito existem pra financiar.

O consumo elétrico de uma fazenda não tem nada de residencial

Quem olha a tarifa B2 — Rural da ANEEL acha que produtor tem vida facil. A tarifa e subsidiada — de 30% a 50% menor que a residencial. So que o volume engole essa diferenca. Uma fazenda com irrigacao, camara fria e beneficiamento consome entre 3.000 e 15.000 kWh por mes. Pra comparar: uma casa brasileira gasta 200 a 400. A fazenda consome em um mes o que a casa leva um ano inteiro.

As cargas que pesam na conta rural são bem diferentes das residenciais. Um pivô central de 50 hectares demanda entre 40 e 75 kW de potência e opera de 6 a 12 horas por dia na safra. Uma câmara fria de 100 m3 consome de 15 a 30 kWh por dia ininterruptamente. Ordenha mecanizada com resfriador de leite puxa de 800 a 1.500 kWh por mês. Secagem e aeração de grãos variam muito com a safra, mas facilmente passam de 2.000 kWh nos meses de pico.

O detalhe que muda o dimensionamento é a sazonalidade. Irrigação concentra consumo nos meses secos (abril a setembro no Centro-Oeste), exatamente quando a irradiação solar é mais alta e estável. Essa coincidência favorece o projeto solar: a geração pica quando a demanda pica.

Dimensionamento: a conta que o integrador precisa fazer direito

A conta e a mesma que qualquer sistema residencial usa. Consumo compensavel dividido por 30, dividido pelo HSP da regiao, dividido por 0,78 de performance ratio. So que em vez de cobrir 370 kWh de uma casa, voce esta cobrindo 5.000, 8.000, 12.000 kWh. A escala muda tudo — inclusive o tipo de profissional que faz o projeto.

Pra uma fazenda em Goiânia com consumo médio de 5.000 kWh/mês, ligação trifásica (custo de disponibilidade de 100 kWh, segundo a ANEEL):

kWp = (4.900 / 30) / 5,4 / 0,78 = 38,8 kWp

São 71 painéis de 550W. Se usar módulos de 660W (os mais potentes do mercado hoje), caem pra 59. No solo, isso ocupa entre 250 e 350 m2 — um pedaço de terra que não rende nada em pasto e vai render R$ 30 mil por ano em economia.

Pra consumos maiores — fazendas irrigadas com pivô central que passam de 10.000 kWh/mês —, o sistema entra na faixa de 70 a 120 kWp. Parece exagero? Em 2025, a Solbras e a Valley provaram que nao e: lancaram o primeiro pivo central do mundo que roda 100% no sol. Sao 128 kWp de paineis movendo um pivo que irriga 96,4 hectares por 6 a 8 horas por dia (Canal Solar, 2025). Nao e projeto piloto — esta em operacao comercial.

Infográfico com dimensionamento de sistema solar para diferentes demandas rurais: irrigação, câmara fria, ordenha e beneficiamento de grãos
O sistema de uma fazenda irrigada pode ser 10 a 25 vezes maior que o residencial (dados fev/2026)

Cuidados que não existem no projeto residencial

O levantamento de carga rural exige atenção a três pontos que o projeto de telhado residencial ignora:

O fator de simultaneidade das cargas muda o perfil de consumo hora a hora. Pivô ligado à noite (quando a tarifa rural irrigante pode ser mais barata) não coincide com a geração solar — nesse caso, a compensação de créditos de energia via net metering é o que viabiliza a economia. Já o pivô diurno alinha geração e consumo, o que é melhor com o avanço do Fio B.

Outro erro classico: dimensionar pelo mes de pico. Se a irrigacao em julho consome 12.000 kWh mas a media anual e 5.000, voce vai instalar um sistema enorme que gera excesso de abril a novembro. O jeito certo e cobrir entre 80% e 90% do consumo anual. Nos meses de pico, paga a diferenca na conta — sai mais barato que investir em paineis que ficam ociosos metade do ano.

E tem a questao da tensao. Fazendas maiores entram no grupo A (media tensao), onde a tarifa se divide em demanda contratada (kW) e consumo (kWh). O sistema solar abate o consumo, nao a demanda — entao a economia nao e 100% da conta. Projetos acima de 30 kWp nesse perfil exigem engenheiro com experiencia em GD comercial, nao so integrador residencial. A calculadora de dimensionamento do site da uma estimativa inicial, mas aqui o projeto precisa ser feito por profissional com ART.

Solo ou telhado de galpão: onde instalar os painéis

Aqui nao falta terreno. Ninguem esta brigando por metro quadrado na fazenda. Entao a escolha entre solo e telhado do galpao se resume a custo e praticidade.

Instalação no solo custa de 18% a 23% mais que em telhado, por conta das estruturas de fixação (estacas cravadas ou bases de concreto). A vantagem é total controle de inclinação e orientação: os painéis ficam apontados pro norte geográfico com o ângulo ideal pra latitude local. Manutenção e limpeza são mais fáceis — não precisa subir no telhado. E o dimensionamento não fica limitado pela área do telhado. Pra sistemas acima de 30 kWp, solo geralmente faz mais sentido.

Telhado de galpão aproveita estrutura existente e evita o custo das fundações no chão. Funciona bem quando o galpão tem cobertura metálica em bom estado, orientação favorável (norte, nordeste ou noroeste) e área suficiente. Um galpão de 500 m2 comporta entre 30 e 40 kWp. O risco é o telhado precisar de substituição durante a vida útil dos painéis (25 anos) — trocar telhas com painéis por cima é caro e trabalhoso.

A maioria dos projetos rurais acima de 50 kWp mistura os dois: painéis no telhado do galpão até onde cabe e o restante no solo, em área adjacente. O custo adicional da estrutura de solo se dilui em sistemas grandes.

Financiamento rural: as linhas que o banco comercial não oferece

Se voce mora em apartamento e quer financiar solar, paga de 14% a 19% ao ano no BV ou Solfacil. Se voce e produtor rural com DAP, paga 3%. Tres por cento. Essa e a vantagem que nenhum artigo sobre energia solar urbana vai te contar, porque simplesmente nao existe pra quem mora na cidade.

Pronaf Bioeconomia (ex-Pronaf Eco)

Voltado pra agricultura familiar. Taxa de 3% ao ano, prazo de até 10 anos, carência de até 3 anos. Limite de até R$ 250 mil. Financia sistema fotovoltaico completo: painéis, inversor, estrutura, instalação. A linha está dentro do Plano Safra 2025/2026, que destinou R$ 89 bilhões pra agricultura familiar (Ministério do Desenvolvimento Agrário, jun/2025). Operada pelo Banco do Brasil, Sicredi, Sicoob e cooperativas de crédito.

Pra se enquadrar, o produtor precisa ter DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) ou CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) ativo. Receita bruta anual de até R$ 500 mil.

FNE Sol (Banco do Nordeste)

Quem produz no Nordeste, norte de Minas ou norte do Espirito Santo tem acesso a essa linha. Taxa a partir de 0,39% ao mes — sim, menos de meio por cento ao mes, dando algo como 4,8% ao ano. Produtor rural consegue prazo de ate 12 anos com 6 meses de carencia. O BNB botou R$ 200 milhoes nessa linha so em 2025, um salto de 27% sobre os R$ 157,5 milhoes do ano anterior (Agencia Gov, jan/2025). Nos primeiros quatro meses de 2025, foram R$ 55,3 milhoes em projetos solares rurais — a fila anda rapido (Agencia Gov, jun/2025).

FCO Sol (Banco do Brasil — Centro-Oeste)

Recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste. Taxa de 8,5% ao ano pra setor rural, prazo de até 20 anos com carência de até 12 anos dependendo do item financiado. Limite varia por linha, podendo chegar a R$ 10 milhões. O FCO aprovou montante recorde de R$ 3,1 bilhões pra 2026 (Sudeco, dez/2025). Atende Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Inovagro / BNDES

Essa e a opcao pra quem nao se encaixa no Pronaf e esta fora do Nordeste e Centro-Oeste. Taxa de 12,5% ao ano via Banco do Brasil — mais salgada que as regionais, mas ainda bate os 15% a 19% do BV e Solfacil. Prazo de ate 10 anos, sem restricao geografica. O BNDES destinou R$ 70 bilhoes ao setor agropecuario no Plano Safra 2025/2026 (BNDES, jun/2025). Nao e a melhor linha, mas pra o produtor do Sul e Sudeste sem DAP, pode ser a unica acessivel.

Comparação das taxas de juros anuais de cinco linhas de financiamento para energia solar rural: Pronaf 3%, FNE Sol 4,8%, FCO Sol 8,5%, Inovagro 12,5% e Banco BV 15%
A diferença entre a linha mais barata (Pronaf, 3% a.a.) e o banco comercial (BV, ~15% a.a.) muda o custo total em dezenas de milhares de reais

Na ponta do lapis: R$ 250 mil financiados pelo Pronaf

Aquele produtor de tomate la do comeco do artigo, com conta de R$ 3.500/mes? Se financiar o sistema de 50 kWp pelo Pronaf Bioeconomia — 3% ao ano, 10 anos de prazo com 3 de carencia —, a parcela nos 7 anos de amortizacao fica em torno de R$ 2.900/mes. Ou seja: ele paga R$ 600 menos que a conta de luz antiga desde o primeiro mes. Quando quita o financiamento, os R$ 3.500 que iam pra distribuidora ficam no bolso dele.

O mesmo sistema no BV (taxa de ~1,17% ao mês, 96 meses) teria parcela de R$ 4.100/mês e custo total de R$ 393 mil — R$ 143 mil a mais que o valor do sistema. No Pronaf, o custo total fica em R$ 286 mil — R$ 36 mil de juros. Diferença de R$ 107 mil.

Autoconsumo remoto: a fazenda gera, a casa na cidade desconta

O produtor que mora na cidade e tem fazenda a 80 km de distância conhece bem o problema: a conta de luz do apartamento não para de subir, e a fazenda tem espaço de sobra pra gerar energia. O autoconsumo remoto resolve isso. Pela Lei 14.300/2022, o mesmo CPF pode instalar 80 kWp na propriedade rural, usar 50 kWp nas atividades da fazenda e mandar o excedente pra rede. O que sobra vira crédito de geração distribuída e abate a conta do apartamento na cidade, do escritório, de um sítio de lazer — qualquer unidade consumidora no mesmo CPF ou CNPJ, atendida pela mesma distribuidora. Cada crédito vale 60 meses.

Agora, a pegadinha de 2026. O Fio B progressivo cobra 60% do TUSD sobre a energia injetada na rede neste ano, subindo pra 90% em 2028 (Lei 14.300/2022). Energia que você consome na hora da geração (autoconsumo instantâneo) fica livre dessa cobrança. Traduzindo: irrigação às 10 da manhã, com o sol a pino e os painéis gerando no pico, não paga Fio B nenhum. Já a energia que sobra e vai pra rede — essa que abate a conta do apê — paga. Quanto mais consumo diurno na fazenda, menos você perde com essa taxa.

Atenção pra quem pensa grande: sistemas acima de 500 kW em autoconsumo remoto mudam de faixa tarifária — passam a pagar 100% do Fio B + 40% do Fio A + TFSEE + P&D. Se o projeto está perto desse limite, vale manter abaixo de 500 kW ou estruturar como minigeração com contrato diferente. Um advogado especializado em energia é investimento que se paga aqui.

Off-grid: quando a rede elétrica não chega

Em áreas remotas onde a concessionária cobra valores proibitivos pra estender a rede — R$ 15 mil a R$ 50 mil por quilômetro de linha —, o sistema off-grid faz sentido econômico. Bombeamento solar pra irrigação de pastagem, cerca elétrica, monitoramento de gado por câmera e iluminação de currais são aplicações comuns.

Quanto custa? Depende do que voce precisa manter funcionando. Pra casa sede, irrigacao localizada e equipamentos basicos, fica entre R$ 25 mil e R$ 50 mil (Intelbras, 2025). Se o objetivo e so tirar agua do poco — bomba submersa com controlador e paineis dedicados —, o investimento cai pra R$ 8 mil a R$ 25 mil. A vazao e a profundidade do poco e que definem o tamanho.

A conta extra do off-grid em relacao ao on-grid e a bateria. Sem rede eletrica, voce precisa guardar energia pro periodo da noite e dias nublados. As baterias de litio LFP que o mercado oferece hoje duram de 10 a 15 anos e adicionam de R$ 15 mil a R$ 40 mil ao sistema. Pra bombeamento, existe um truque que dispensa bateria: a bomba solar enche um reservatorio elevado durante o dia e a gravidade faz o trabalho de distribuicao a noite. A caixa d’agua vira sua “bateria”.

Pra quem já tem gerador a diesel, a conta é simples: se gasta R$ 2.000 a R$ 5.000 por mês em combustível, o sistema off-grid se paga em 1 a 3 anos.

Payback rural: a tarifa é menor, mas o volume compensa

A tarifa B2 rural é subsidiada — em torno de R$ 0,40 a R$ 0,55/kWh dependendo da distribuidora, contra R$ 0,60 a R$ 0,80/kWh da tarifa residencial B1. Tarifa menor significa menos economia por kWh gerado, o que alonga o payback. Mas o volume de consumo alto e o custo de instalação por kWp menor em sistemas grandes compensam essa diferença.

Botando na conta. Peguei uma fazenda real em Goiania: 50 kWp instalados, R$ 260 mil de investimento, tarifa rural de R$ 0,48/kWh na Enel Goias (2025) e irradiacao de 5,4 HSP pelo CRESESB. Ligacao trifasica. Olha o que sai:

  • Geração mensal estimada: 50 x 5,4 x 30 x 0,78 = 6.318 kWh
  • Economia mensal bruta: 6.218 kWh compensáveis x R$ 0,48 = R$ 2.985
  • Economia anual (ano 1, já com Fio B de 60%): R$ 30.420 (considerando que ~60% da geração é autoconsumo instantâneo e 40% é injetada)
  • Payback simples: 8,5 anos
  • Payback com reajuste tarifário de 7% ao ano: 6,3 anos
  • ROI em 25 anos: R$ 1,19 milhão de economia acumulada

Se o mesmo produtor estiver no Nordeste com FNE Sol (taxa de 4,8% ao ano) e tarifa da Coelba (R$ 0,52/kWh rural), o payback cai pra 5,8 anos. Se pagar à vista usando reserva da safra, 4,9 anos.

Compare com o payback residencial de 4,2 a 6,3 anos em SP. O rural é ligeiramente maior por conta da tarifa menor, mas a economia absoluta — R$ 30 mil a R$ 50 mil por ano — faz uma diferença enorme no fluxo de caixa da propriedade.

Use a calculadora de payback pra simular com a tarifa e irradiação da sua região.

Checklist antes de contratar

Três perguntas que o produtor rural precisa responder antes de pedir orçamento:

Qual o consumo real da propriedade? Pegue as 12 últimas faturas e mapeie a sazonalidade. Se a propriedade tem mais de um ponto de medição, some todos. Identifique quanto do consumo é diurno (irrigação, beneficiamento) e quanto é noturno (câmara fria, iluminação). Consumo diurno alto é cenário ideal pra solar.

A propriedade é atendida pela rede elétrica? Se sim, o sistema é on-grid com compensação — mais barato e eficiente. Se não, avalie off-grid com bombeamento solar direto. Se a rede existe mas é instável (quedas frequentes), o sistema híbrido com bateria de backup pode valer o custo extra.

Qual linha de crédito se encaixa? Agricultura familiar com DAP/CAF ativo → Pronaf Bioeconomia (3% a.a.). Nordeste → FNE Sol (4,8% a.a.). Centro-Oeste → FCO Sol (8,5% a.a.). Qualquer região → Inovagro (12,5% a.a.) ou banco comercial (14-19% a.a.). A diferença entre a linha certa e a errada pode ser R$ 100 mil no custo total de um sistema de 50 kWp.

Perguntas frequentes

Posso usar Pronaf pra financiar energia solar na fazenda? Sim. O Pronaf Bioeconomia financia sistema fotovoltaico completo a 3% ao ano, prazo de até 10 anos com carência de 3 anos. Limite de R$ 250 mil. Precisa ter DAP ou CAF ativo e receita bruta de até R$ 500 mil/ano.

Energia solar funciona pra pivô central? Funciona. Em 2025, foi lançado o primeiro pivô 100% solar do mundo no Brasil — 128 kWp irrigando 96 hectares. Pra a maioria dos pivôs, o sistema solar gera durante o dia e compensa via créditos o consumo noturno, quando a tarifa rural irrigante costuma ser mais barata.

O payback da energia solar rural é maior que o residencial? Em geral, sim — por 1 a 2 anos a mais — porque a tarifa rural (B2) é subsidiada e menor que a residencial (B1). Mas a economia anual absoluta é muito maior: R$ 30 mil a R$ 50 mil contra R$ 4 mil a R$ 6 mil no residencial.

Posso gerar na fazenda e descontar na conta da minha casa na cidade? Sim, via autoconsumo remoto (Lei 14.300/2022). As unidades consumidoras precisam estar no mesmo CPF ou CNPJ e serem atendidas pela mesma distribuidora. Os créditos valem por 60 meses.

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