Melhor placa solar em 2026: ranking das 8 marcas mais vendidas no Brasil com eficiência, garantia e preço real
Ranking das 8 melhores marcas de painel solar no Brasil em 2026. Eficiência, garantia, preço e disponibilidade comparados com dados reais.
Equipe Editorial
Energia Solar Explicada · Sobre nossa equipe
Canadian Solar. Se você quer uma resposta curta pra “qual a melhor placa solar em 2026”, é essa. Melhor custo-benefício, maior disponibilidade no mercado brasileiro e equilíbrio entre eficiência e preço que nenhuma outra marca consegue bater na prática. Mas essa resposta sozinha não serve pra nada se você não entender por que — e em quais situações outra marca faz mais sentido.
A gente analisou as 8 marcas de módulos fotovoltaicos mais vendidas no Brasil usando dados dos fabricantes, o ranking Greener 2025 (que ouviu 5.780 integradores de todas as regiões) e o PVEL Reliability Scorecard 2025. O resultado é um ranking editorial com posição clara, não aquele empate técnico genérico que todo site repete.
Como montamos o ranking
Cinco critérios, cada um com peso diferente. Não adianta ter o painel mais eficiente do mundo se ele custa 40% a mais e demora 60 dias pra chegar no distribuidor.
Eficiência (peso 20%) mede quanto da luz solar o módulo converte em energia elétrica. A diferença entre as 8 marcas vai de 21,2% a 22,3% — parece pouco, mas num sistema de 8 painéis significa 1 kWh a mais por dia, ou R$ 180 por ano em São Paulo.
Garantia (peso 25%) tem dois componentes: garantia de produto (defeito de fabricação) e garantia de performance (o painel gerar acima de certo percentual após X anos). A primeira varia de 12 a 15 anos. A segunda, de 25 a 30 anos. Quem garante 30 anos de performance está dizendo que o painel ainda vai produzir 87,4% da potência original na terceira década.
Preço (peso 25%) é o valor do módulo de ~550W no distribuidor brasileiro em fevereiro de 2026. Não adianta comparar preço de catálogo internacional — o que chega na mesa do integrador nacional é diferente.
Disponibilidade no Brasil (peso 20%) considera estoque nos distribuidores (Aldo Solar, NeoSolar, Solmais, BRX), prazo de entrega e variedade de potências disponíveis. Painel que precisa importar sob encomenda não entra na comparação.
Suporte e confiabilidade (peso 10%) avalia assistência técnica, presença do fabricante no país, resultados no PVEL Scorecard 2025 e avaliação dos integradores no ranking Greener.
O ranking: 8 marcas, posição por posição
1. Canadian Solar — o equilíbrio que vence na prática
A Canadian domina o mercado residencial brasileiro por um motivo simples: ninguém combina tão bem preço, disponibilidade e confiabilidade. Um módulo monocristalino de 550W sai entre R$ 800 e R$ 1.000 no distribuidor. Eficiência de 21,6%, potências de 540W a 670W, garantia de 25 anos de performance e 12 de produto. Certificação INMETRO, certificação PVEL, estoque permanente em todos os grandes distribuidores do país.
Não é a marca mais eficiente nem tem a garantia mais longa. Mas é a que o integrador encontra em estoque quando precisa fechar o projeto esta semana, com preço competitivo e sem surpresa na qualidade. No ranking Greener 2025, ficou entre as 3 mais lembradas pelos integradores brasileiros.
Pra quem não quer errar: Canadian Solar com inversor Growatt é a combinação mais segura e testada do mercado brasileiro. Não vai ser a instalação mais sofisticada do bairro, mas vai funcionar sem dor de cabeça por 25 anos.
2. Jinko Solar — eficiência premium e 30 anos de garantia
A Jinko disputa o topo global em volume e investe pesado em tecnologia N-type TOPCon. O Tiger Neo chega a 22% de eficiência e a linha sobe até 635W. O grande diferencial: 30 anos de garantia de performance, a mais longa entre as grandes marcas. Se o painel produzir menos de 87,4% da potência nominal no ano 30, a Jinko troca.
Preço ligeiramente acima: R$ 850 a R$ 1.100 para o módulo de 555W. A disponibilidade no Brasil é boa, com presença nos principais distribuidores, embora menor que a Canadian. Liderou o ranking Greener 2025 em lembrança de marca entre integradores.
Escolha a Jinko se a eficiência e a garantia de longo prazo pesam mais que o preço no seu projeto. A diferença de R$ 50-100 por módulo num sistema de 8 painéis soma R$ 400-800, mas os 5 anos extras de garantia de performance cobrem esse custo com folga.
3. Trina Solar — a melhor garantia de produto do mercado
Enquanto a maioria dá 12 anos de garantia de produto, a Trina entrega 15 anos. Isso significa que se o módulo apresentar defeito de fabricação (microfissura, delaminação, falha de solda) até o ano 15, a troca é por conta do fabricante. Nos outros, depois do ano 12, o problema é seu.
Eficiência de 21,8%, potências até 670W com a linha Vertex, e a tecnologia N-type nos modelos mais recentes. Preço na mesma faixa da Jinko: R$ 850 a R$ 1.100 no módulo de 555W. Disponibilidade boa no Brasil, com estoque regular nos grandes distribuidores.
A Trina faz sentido especialmente para instalações comerciais de maior porte. Três anos extras de garantia de produto numa instalação de 50 kWp (90 painéis) são uma proteção significativa contra defeitos que custam caro pra diagnosticar e trocar.
4. LONGi — a maior eficiência, mas com ressalvas
22,3% de eficiência. É o número mais alto do ranking. O Hi-MO 7 usa tecnologia HPDC que entrega conversão excepcional em temperaturas altas — exatamente o cenário brasileiro, onde o termômetro no telhado passa de 60 graus no verão.
A linha é mais enxuta: sobe até 600W, enquanto Canadian e Trina vão a 670W. Preço premium: R$ 900 a R$ 1.200 no módulo de 555W, o mais caro do ranking. Garantia padrão de 25 anos de performance e 12 de produto.
Por que não está mais alto no ranking? Disponibilidade irregular no Brasil. Distribuidores relatam prazos de entrega mais longos e estoque menos consistente que Canadian, Jinko e Trina. Pra quem precisa de cada watt possível em telhado pequeno, LONGi é a escolha. Pra quem prioriza fechar rápido e sem complicação logística, fica atrás.
5. JA Solar — custo-benefício para integradores
A JA Solar é a marca que mais aparece em orçamentos de integradores que trabalham com volume e margem apertada. Potências de 540W a 630W, eficiência de 21,5%, garantia padrão (25 + 12). A linha Deep Blue 4.0 Pro com tecnologia N-type TOPCon chega a 22,5% de eficiência nas versões comerciais.
Preço agressivo: R$ 780 a R$ 1.050 no módulo de 550W, o segundo mais baixo do ranking. Boa disponibilidade nos distribuidores brasileiros. Certificação INMETRO e PVEL sem ressalvas.
JA Solar é uma boa escolha pra quem está comparando 3 orçamentos e quer o sistema mais barato sem abrir mão de marca tier 1. A economia de R$ 200 por módulo num sistema de 10 painéis paga a diferença do inversor, por exemplo.
6. BYD — assistência técnica com presença local
A BYD fabrica módulos no Brasil desde 2017, e isso faz diferença num mercado dominado por importação chinesa. Eficiência de 21,2% (a mais baixa do ranking), potências até 575W, garantia padrão (25 + 12). Módulos monocristalinos com a nova linha Harpia N-type TOPCon bifacial de 555-575W.
Preço competitivo: R$ 750 a R$ 1.000 no módulo de 550W. A grande vantagem é a rede de assistência técnica presencial no Brasil, com oficina móvel e peças de reposição em estoque nacional.
A BYD compensa se o suporte pós-venda é prioridade. Se um módulo falha no ano 8, ter assistência local que responde em dias (e não em semanas via importador) vale a eficiência 1 ponto abaixo da concorrência.
7. Risen — tier 1 com preço de entrada
A Risen produz mais de 4,5 GW por ano e carrega a classificação tier 1 da BloombergNEF. Módulos até 600W com 21,4% de eficiência e a linha Hyper-Ion bifacial de até 700W. Garantia padrão de 25 + 12. Certificação INMETRO ativa.
Preço entre R$ 750 e R$ 1.100 na faixa de 550W. A disponibilidade é boa em distribuidores como Solmais e NeoSolar, embora com menos variedade de potências que Canadian ou Trina.
É uma marca sólida que não chama atenção por nenhum extremo. Sem a eficiência da LONGi, sem a garantia da Jinko, sem a disponibilidade da Canadian. Funciona bem como alternativa quando a primeira opção está sem estoque.
8. DAH Solar — o destaque bifacial
A DAH Solar se diferencia por focar em módulos bifaciais: painéis que captam luz pelos dois lados, aproveitando a reflexão do telhado ou solo. Em superfícies claras (laje branca, telhado metálico), a geração sobe 10% a 25% comparada a módulos convencionais.
Eficiência de 21,3%, potências de 540W a 600W nas linhas padrão e até 700W nos modelos de última geração. 30 anos de garantia de performance (junto com Jinko, a mais longa). Preço entre R$ 750 e R$ 1.100 na faixa de 550W. Certificação INMETRO e BloombergNEF tier 1.
O “porém” da DAH é que módulos bifaciais exigem projeto de instalação adaptado. Se o telhado é de cerâmica escura (o mais comum no Brasil residencial), o ganho bifacial cai pra 5-8%. Quem tem laje clara ou solo com brita branca tira o máximo. Quem não tem, paga por uma tecnologia que não vai aproveitar.
O que realmente importa na escolha
A diferença de eficiência entre a marca mais eficiente (LONGi, 22,3%) e a menos eficiente (BYD, 21,2%) é de 1,1 ponto percentual. Num sistema residencial de 6 kWp em São Paulo (HSP 5,0), isso se traduz em 120 kWh a mais por ano. Na tarifa da Enel SP de R$ 0,645/kWh (ANEEL, 2025), são R$ 77 anuais. Em 25 anos, R$ 1.925. A diferença de preço entre 11 módulos LONGi e 11 Canadian? Cerca de R$ 1.100. Ou seja, a eficiência superior da LONGi se paga em 14 anos.
Pra a maioria dos sistemas residenciais, eficiência não é o critério que deveria estar no topo da lista. Garantia, disponibilidade e preço pesam mais no resultado final.
Garantia de performance de 30 anos (Jinko e DAH) contra 25 anos (demais) parece vantagem enorme. Na prática, a degradação média de um painel monocristalino é de 0,4-0,5% ao ano. No ano 25, o módulo ainda produz 87-88% da potência original. No ano 30, 85-86%. A diferença entre os anos 25 e 30 é pequena em geração, mas grande em proteção contra defeito ou degradação acelerada.
Já a garantia de produto — a que cobre defeito de fabricação — é onde a Trina se destaca com 15 anos. Microfissuras, delaminação por infiltração de umidade e falhas de junction box são os problemas mais comuns (PVEL Scorecard 2025 reportou que 83% dos fabricantes tiveram pelo menos 1 falha em teste). Esses problemas aparecem entre o ano 5 e o ano 15, exatamente a janela onde a Trina ainda cobre e as outras já não.
Preços por marca: módulo de ~550W
Todos os valores abaixo são para módulos monocristalinos na faixa de 550W, comprados em lote (6+ unidades) em distribuidores brasileiros com certificação INMETRO, em fevereiro de 2026. Módulo avulso no varejo online pode custar 15-25% a mais.
| Marca | Preço (módulo ~550W) | R$/Wp | Eficiência | Garantia (produto / performance) |
|---|---|---|---|---|
| Canadian Solar | R$ 800 – R$ 1.000 | R$ 1,45 – R$ 1,82 | 21,6% | 12 / 25 anos |
| Jinko Solar | R$ 850 – R$ 1.100 | R$ 1,53 – R$ 1,98 | 22,0% | 12 / 30 anos |
| Trina Solar | R$ 850 – R$ 1.100 | R$ 1,53 – R$ 1,98 | 21,8% | 15 / 25 anos |
| LONGi | R$ 900 – R$ 1.200 | R$ 1,62 – R$ 2,16 | 22,3% | 12 / 25 anos |
| JA Solar | R$ 780 – R$ 1.050 | R$ 1,42 – R$ 1,91 | 21,5% | 12 / 25 anos |
| BYD | R$ 750 – R$ 1.000 | R$ 1,36 – R$ 1,82 | 21,2% | 12 / 25 anos |
| Risen | R$ 750 – R$ 1.100 | R$ 1,36 – R$ 2,00 | 21,4% | 12 / 25 anos |
| DAH Solar | R$ 750 – R$ 1.100 | R$ 1,36 – R$ 2,00 | 21,3% | 12 / 30 anos |
Contexto importante: esses preços já refletem o reajuste de 10-15% aplicado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O Canal Solar projeta alta acumulada de 25-30% nos módulos ao longo de 2026, puxada por polisilício mais caro, prata em recorde e China cortando subsídio de exportação. Mesmo assim, os preços seguem 65% abaixo do patamar de 2022. Detalhamos cada faixa de preço por potência no guia sobre preços de placa solar em 2026.
A diferença total entre a marca mais barata (BYD, R$ 750/módulo) e a mais cara (LONGi, R$ 1.200/módulo) é de R$ 450 por módulo. Num sistema residencial de 10 painéis, isso dá R$ 4.500. Parece bastante, mas representa 18-22% do custo total do sistema. Os outros 78-82% são inversor, estrutura, cabeamento e mão de obra — e esses componentes custam o mesmo independente da marca do painel.
Mono, bifacial, N-type: qual tecnologia escolher
Todas as 8 marcas do ranking vendem módulos monocristalinos. Policristalino sumiu do mercado tier 1 — eficiência inferior (17-18%) e preço quase igual enterraram a tecnologia. Se alguém te oferecer painel policristalino em 2026, desconfie.
O painel solar monocristalino padrão (PERC) domina 90% das instalações residenciais no Brasil. É a tecnologia madura, testada e com melhor custo por watt. Funciona bem na absoluta maioria dos telhados e condições brasileiras.
Painéis bifaciais (DAH Solar é a especialista) geram energia pelos dois lados. O ganho real depende da superfície sob o painel: laje branca ou cascalho claro pode render 15-25% a mais; telha cerâmica escura rende 5-8%. Não faz sentido pagar mais por bifacial se o telhado não reflete luz. Em instalação de solo com brita branca, o bifacial mostra todo o potencial.
A tecnologia N-type TOPCon é a evolução do PERC. Menor degradação no primeiro ano (0,5% contra 2% do PERC convencional), melhor desempenho em temperatura alta e maior vida útil. Jinko, Trina, JA Solar e BYD já oferecem módulos N-type no Brasil. O preço é 5-10% superior ao PERC, mas a tendência é de convergência até o fim de 2026 conforme a produção escala.
Pra instalação residencial padrão em 2026, a recomendação é simples: monocristalino PERC ou N-type de qualquer marca tier 1 do ranking. A escolha entre PERC e N-type depende do orçamento. Se cabe, N-type. Se precisa economizar, PERC resolve sem problema. Mais detalhes sobre como o custo total de um sistema solar residencial funciona no nosso guia de preços.
Perguntas frequentes
Existe painel solar fabricado no Brasil? A BYD fabrica módulos no Brasil desde 2017, em Campinas (SP). As demais marcas são importadas, na maioria da China, e comercializadas por distribuidores nacionais como Aldo Solar, NeoSolar e Solmais. O módulo importado com certificação INMETRO tem a mesma validade legal e pode ser homologado pela distribuidora normalmente.
Painel tier 1 é melhor que tier 2? A classificação tier 1 da BloombergNEF não mede qualidade técnica — mede bancabilidade (se bancos financiam projetos com aquela marca). Todas as 8 marcas do ranking são tier 1. Um módulo tier 2 de uma marca confiável pode ser tão bom quanto um tier 1, mas sem a classificação, o financiamento bancário pode ser recusado.
Posso misturar marcas de painel no mesmo sistema? Tecnicamente sim, mas não é recomendado. Painéis de marcas e potências diferentes numa mesma string geram mismatch elétrico e reduzem a eficiência do conjunto. Se usar microinversores em vez de inversor string, o impacto do mismatch é eliminado, porque cada painel opera de forma independente.
Qual a diferença entre garantia de produto e garantia de performance? Garantia de produto cobre defeito de fabricação: delaminação, microfissura, falha de junction box, diodo queimado. Se o módulo quebra por vício de fabricação dentro do prazo, o fabricante troca. Garantia de performance cobre degradação acima do esperado: se o painel produz menos de 84-87% da potência nominal após X anos, a troca é coberta. São proteções complementares — e a de produto geralmente é mais útil na prática, porque defeitos de fabricação aparecem antes de a degradação virar problema.